Comida saudável

O meu tio Godofredo voltou a meter-se nos hambúrgueres sem sal nem mayonaise ou qualquer tipo de molho. Confesso que me sinto vexado. É como ser benfiquista e ter na família um irmão mais velho daltónico que tem por isso que ser à força do F.C. do Porto.

Não acho bem.

Numa sociedade onde todos teimamos enviesar e fugir aos conselhos sábios, onde sempre preferimos uma boa gordura, haver quem tão perto de nós nos chame para a saudável obsessão pela cautela parece-me, no mínimo, ultrajante.

Quem se julga ele para se pôr a comer assim? Acaso pensa que é mais que os outros? Qual é o problema de comer hambúrgueres mal passados, com ketchup e mayonaise, acompanhados de um pacote XL de batatas fritas?

Já andamos todos a falar mal dele pelas costas. Não é que sejamos cobardes. Ele é da família, porra! Se a maioria achar que está mal, nada nos impede de o sovar à vontade. É apenas porque temos pena dele. No fundo, as coisas nunca mais foram as mesmas desde que ele perdeu a sua colher preferida para comer iogurtes líquidos.

Mas isto de ter que aturar familiares terá também o seu limite. Ou isso ou qualquer dia ainda nos tira as rabanadas na ceia de Natal e as substitui por torradas com mel. E isso aí vai ser o bom e o bonito... Não me levem a mal. Nem a mim nem à restante malta que tem andado a falar destas coisas. O tio Godofredo até é boa pessoa. Mas tende a sê-lo menos quando temos visitas e insiste em andar descalço lá por casa.

O que tem uma coisa a ver com a outra? Ui! Isso nem eu me atrevo a perguntar. Mas não deve ser nada de bom...

Enfim. A verdade, no final de contas, é esta: a matemática sabe dos números e as rezas fazem-se sempre melhor ao final da tarde.

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Fiscal

O meu sonho de vingança laboral é um dia destes transformar-me num desses fiscais da Carris, de fato azul, gravata e camisa branca. Mas o sonho não inclui andar a pé e aos trambolhões pelos ditos Bus amarelos. Nada disso. O brilhante da ideia seria assumir essa função mas aqui, aqui mesmo, na empresa!

Ah, sim! Andar pelos corredores e vasculhar os gabinetes! Conferir cartões e indumentárias com o poder autoritário suficiente para pôr toda a gente em sentido e poder mandar para a recepção com uma multazinha quem não traga meia branca ou tenha a foto do cartão da empresa com riscos; isto já para não falar em erros ortográficos! Olé! Isso é que seria o bom e o bonito! Seria, seria!

-Ó faxavôr! O Senhor por acaso sabe que tem Técnico Administractivo mal escrito, não sabe? É que não leva ?c?... Pois é... Parece que temos aqui uma situaçãozinha muito chata. Temos, temos... Pois fique agora a saber que vamos ter de lhe passar uma multazinha; vão ser menos 15% do ordenado este mês...

Ah!
Sim!
Uma posições de terror absoluto!
Ah! Ah! Ah!(leia-se isto com riso maquiavélico e esgar tresloucado a caminho do sanatório)


PS: porque é que as pessoas com cargos de declarado poder abusivo sempre tratam as coisas pelos diminutivos? Situaçãozinha... multazinha... No mínimo: estranho.

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porquê?

porquê "sumo pontífice" e não "coca-cola pontífice"?
ou simplesmente "sandes pontífice"?

não percebo...

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Como nasceram os telemóveis

Já toda a gente sabe que foi na Finlândia que nasceram os telemóveis, mas ninguém sabe porquê.

Ora bem, na Finlândia, quer dizer... a ideia nasceu na Finlândia, pois claro, mas o primeiro telemóvel foi feito no Japão, está claro! Só que foi na Finlândia que o senhor Hamikazi, japonês de gema e clara, teve a brilhante ideia.

Como sabem, na Finlândia é noite durante metade do ano. E eis que uma noite o senhor Hamikazi acorda com o toque do telefone, e sem ver peva passa metade do quarto aos trambolhões. É então que ele se lembra de criar uma lanterna portátil. Mas lembra-se também que ninguém anda com uma lanterna na mala por prazer ou para quando falta a luz. Esta lanterna teria de ter alguma utilidade. Podia, por exemplo, ter uma agenda telefónica...

Ora bem, daqui ao conceito de um telefone portátil com um ecrã, foi um saltinho. O que para um japonês não é nada difícil. E foi assim que os telemóveis nasceram. Na Finlândia, pois claro. Essa terra de grandes chouriços de bode azul e vacas malhadas de cor-de-rosa. Ah, Finlândia! Finlândia!... Quem não conhece as belas mulatas da Finlândia...

Esses japoneses! Sabem mais do que aparentam, os sacanitas!

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comic-strip&tease #17

-Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a Casa da Música no Porto teve uma grande derrapagem orçamental, que ainda falta um fosso para a orquestra, um plano a longo prazo, muitas obras, acessos parta os deficientes e que foram cometidas bastantes injustiças a muitas pessoas. Mas, tirando isso, estamos todos de parabéns.
-Imagino o que seria preciso para não estarmos...

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Torneiras auto-reguladoras

O que eu adoro esta invenção!para além da questão ecológica e da poupança, é mesmo a parte da fantasia que me interessa.
Sabem do que eu estou a falar, certo?
Este tipo de torneiras refere-se às que são usadas nas casas-de-banho públicas, onde a gente dá uma leve pancadinha e elas ali ficam, a jorrar água, mas apenas por um breve período de tempo, fechando logo de seguida o jacto de água fria com que tanto nos apraz lavar as mãos no Inverno.

Mas há uma situação fantástica, no que refere a estas torneiras, e que é o mundo de fantasia que nos despertam.

É que a maioria delas são programadas por técnicos da CIA.
Nem mais.

Os senhores da Roca ou da Gröhe ali vão instalar as ditas torneiras, mas depois a programação do tempo necessário à lavagem das mãos, isso, aí, já é da competência da CIA.

E é fantástico!
A maioria desses técnicos treina-nos então para uma missão quase impossível: lavar as duas mãozitas em apenas 10 segundos!

É fabuloso!
Podemos imaginar-nos então como um agente infiltrado, que chegou ao cerne da caixa-forte do inimigo e tem apenas 10 segundos para entrar no cofre, roubar o busto milagroso e sair dali incólume e indetectado.

Se nas primeiras tentativas ficamos com as mãos cheias de sabão e espuma e temos de recorrer à leve pancadinha mais uma ou duas vezes, com o tempo aperfeiçoamo-nos e tornamo-nos agentes da CIA profissionalíssimos! 10 segundos tornam-se então uma eternidade! Porque já fazemos aquilo em 5 ou até mesmo 4 segundos!

É, de facto, maravilhoso.
O meu recorde pessoal são 3 segundos e 44 centésimos. Mas não vos vou aqui revelar como... Isso são segredos da profissão.

Contudo, deixo-vos os meus votos de confiança. Persistam, amigos! Continuem a persistir! Vão ver que conseguem!

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(cont.)The end, my friend

E se vocês fossem fruta? Como preferiam acabar os vossos dias?

É que reparem: de facto, a fruta não tem grandes alternativas.
Não tem mesmo.
Senão, vejamos em detalhe as formas infelizes e dolorosas de terminar os seus dias como peça de fruta:

A) esmagamento- a dita e rechonchuda laranja é lançada para uma maquineta qualquer que a pisa e espreme até ao mais pequeno gomo, até à mais pequenina fibra, até que nem uma só gota de vitamina C mais saia dela; o processo reporta-nos aos mais cruéis actos de tortura que o homem, e só o homem, é capaz de infligir.

B) apodrecimento- o mesmo é dizer que ninguém gosta de nós e somos vetados ao esquecimento; ali ficamos, depois de uma vida inteira dedicada a crescer, inchar e formar-se o corpo em pleno, ali ficamos depois pendurados, numa espera interminável, qual Romeu desesperado, a ver as mãos chegarem e partirem sem nunca nos escolherem; até ao dia, esse dia fatídico em que caímos do ramo, velhos, moles, a casca a acusar já bolores invasores, e mesmo depois dessa queda dolorosa e desse choque com o solo, ali ficamos, eternamente, a ser devorados pelas bactérias, pelos insectos, lentamente a morrer e a ser consumidos pela terra, em total e completa agonia silenciosa...

C) trituração- imaginem-se uma banana, amarela, viçosa, longa, macia... agora imaginem cair numa plataforma que vos leva num suave tremelique por um breve passeio, e depois, bem, depois é o que já se sabe ? quatro ou cinco hélices do aço mais afiado que há a girar, onde vocês cairão e serão completamente desfeitos em pedaços, desde a fímbria da vossa casca fibrosa ao mais delicado, dócil e lamacento corpo de banana madura...

D) mastigada- (igual à trituração, só que pelo caminho seríamos temperados, regados e depois o acto de nos desfazer seria gradual, lento e doloroso, com a agravante de termos de levar com o hálito pestilento de alguém).


Haverá certamente muitas outras formas de acabar como as peças de fruta. Haverá certamente ainda o caminho da faca, os ácidos, ou, simplesmente, ser enterrada viva, apenas porque se faz parte de um excesso de produção...

Seja como for, meus amigos, quanto a vocês não sei, mas eu, se fosse ser vivo sem cérebro, preferia muita coisa; menos ser fruta.

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Concentrados


Caramba, corrijam-me se estiver errado, mas... se a malta apregoa por aí que os champôs com concentrados de frutos é que lavam bem, porque é que não esquecemos os champôs de uma vez por todas e passamos simplesmente a lavar o cabelo com umas quantas maçãs ou uns gomos de tangerina!?

A sério.
Qual é o grande problema?
Partamos logo para a raiz do problema. Usemos o sabão Claro para tirar a gordura e depois façamos um batido de banana com morango e despejemos tudo em cima da guedelha. Ficaremos muito mais bem servidos. E acabamos por contribuir para o crescimento dos pomares. O que é excelente. Sobretudo com tanta fruta por aí a estragar-se.

Outras coisas que eu acho piada nos concentrados de fruta são:-o que é o concentrado?-como é que se obtém o concentrado?

Será que a explicação lógica e simplista resolve o dilema? Será que algures, no país, há fábricas onde a malta esmaga a fruta e depois aperta o sumo todo muito bem apertadinho e o vende assim, em garrafinhas sob pressão, para fazer sumos e champôs?

(cont.)

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A culinária

A vantagem de ver um bom prato de pernil assado no forno na televisão é que o raio do ecrã sempre amplia o brilho natural daquele suco de molho que escorre pela carne e nos deixa a salivar.

Ao natural nunca é assim. É o cheiro que nos dá cabo do estômago, e sobretudo da dieta. Mas na televisão é essa cor ampliada, esse brilho puxado dez vezes acima e, sobretudo, essa transformação em fruto proibido e tão apetecido, tão distante, tão longe...

Aposto que, se de cada vez que algum cozinheiro fizesse um desses pratos suculentos na Tv logo colocassem um número de telefone para comprar imediatamente o repasto, seriam imediatamente inundados por milhares de espectadores esfomeados, famintos, vorazes e capazes de dar mais de 100 contos pelo privilégio de ir a correr meter o dente num belo bacalhau no forno com batatas a murro!

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Mulheres e Homens

Para as mulheres, em geral, no acto de fazer compras o principal nem é mesmo comprar, mas sobretudo levar a melhor avante sobre as outras mulheres, isto no que diz respeito a levar em primeiríssima mão esta ou aquela peça de roupa que todas cobiçam.

E é exactamente o mesmo que acontece relativamente a outro assunto: homens. O importante é ver quem é a primeira a conseguir conquistar este ou aquele tipo. E isto é também como na roupa, vai por modas; Hoje a tendência são as calças brancas e o Bernardo Moreira, mas amanhã já pode ser que todas queiram camisas de manga ¾ azuis, bem como o Luís Vasconcelos.

Por isso, Bernardo, aproveita agora que todas te querem, pois daqui a uns meses és mais um de nós, simples peças de roupa para o dia a dia, deixadas em cima das mesas depois de nos experimentarem, usados sem cuidado, passados com o ferro muito quente, postos na máquina de lavar sem amaciador, finalmente deixados na gaveta de baixo e empurrados bem lá para o fundo...

Sniff...sniff...

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Homens!

O mundo encontra-se dividido em dois tipos de homens: os que andam com os polegares pendurados nos bolsos e os que não andam.

É assim mesmo que as mulheres os identificam e escolhem. Hão-de reparar nisso, quando puderem.

Porque de facto, entre nós, homens, não temos grandes diferenças. Somos todos iguais. Retirando esse pequeno detalhe, nada mais há a assinalar que nos distinga.

Se vocês, homens, fossem mulheres, saberiam já disto há muito tempo. Para elas, está tudo dito. O vosso destino está traçado. O vosso perfil inteiramente definido. E nada há que possam fazer para inverter a situação.

Por isso amigos, façam uma de duas coisas:
-cortem os polegares
-ou comprem iogurtes magros


(a segunda opção nada resolve, mas é uma dica saudável)

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comic-strip&tease #16

-Diz-se que está escrito que o Papa João Paulo II é o penúltimo papa, até chegarmos ao apocalipse.
-A sério? Quer dizer que o próximo papa será o último antes do caos, da desordem e do fim do mundo?
-Sim.
-Bom... espero que escolham alguém bem novo.

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O NHACK

( para a I. )

Dizem que atropelar gatos ou sapos na estrada dá azar. Eu acredito. Sobretudo para os próprios gatos e sapos. Mas há outro animal ainda mais azarado. E não falo aqui desse tipo com sinal verrugoso na bochecha e que aparece em todas as fotos onde há uma camisola do F.C. Porto. Falo mesmo do Nhack.

O Nhack é um animal extremamente curioso, apenas existente nalgumas estepes da Islândia (esse país quente, seco e tropical, onde podemos fazer ski na areia e usar gravatas sem nó - para além de ser o único país no mundo onde não é necessário ter dentes de ouro para afirmar fortuna).

Ora toda a gente sabe que uma das maiores injustiças nesta terra é o Nhack não ser a mascote oficial da Islândia. Essa honra pertence, desde inícios da década de 50, a um outro animal, porventura muito menos distinto e portentoso. Falo, pois claro, do Nheck.

Mas é de facto ao Nhack que a Islândia deve muito do que é hoje. Ou não tivesse sido o Nhack, por exemplo, o primeiro animal a ter um da sua espécie a treinar uma equipa de futebol na Ásia.

O Nhack é ainda facilmente identificável por ser um bicho que usa sempre alfinete de gravata. Tem um caminhar parvo e tosco, é verdade, mas é também óptimo quando caçado no Outono e servido assado com batatinhas e grelos; não deve, contudo, ser acompanhado de vinho Alentejano, por causa da adstringência e da extrema azia que a combinação acarreta.

Para além de todos estes factos curiosíssimos e fascinantes, mesmo para quem nunca viu um Nhack, temos ainda o seu extremo contributo para a saúde pública, uma vez que o convívio diário com o Nhack baixa radicalmente o nível de glicose no sangue, ajuda a baixar tensões altas e previne o aparecimento de cera nos ouvidos.

Não deixem, por isso, de pesquisar sobre este bicho singular, tosco mas igualmente elegante. Se puderem, dêem um pulo anual à Islândia, em Maio, para observarem esse espectáculo único que é o acasalamento entre Nhacks, uma cerimónia onde Nhack-macho e Nhack-fêmea trocam autocolantes do mundial do México 86 e onde no fim ambos terminam a recitar as teorias de Karl Popper, Malebranche e os primeiros grandes êxitos dos Abba.

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Botõezinhos


Há um desejo que me persegue desde criança.
Estão a ver aqueles estúdios de gravação de música, com aquelas mesas de mistura gigantes, cheias de botões por todo o lado? E já viram certamente aqueles documentários ou videoclips em que os técnicos de som e o produtor passam horas a acertar os níveis exactos para cada entrada de som, certo?

O que eu adorava era, no final do dia de um desses senhores, num desses dias em que desesperaram para encontrar a posição certinha para cada um desses botões, ir lá e tirar tudo da posição; um por um, ir a cada botãozinho e remexê-lo, baralhá-lo, subi-lo ou descê-lo até no fim não restar mais nada que uma amálgama de confusão e caos!

Ah!... Doce desejo nato de destruição massiva...

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DJ's

Não sei se já se aperceberam, mas os DJ's não estão ali a fazer grande coisa.
Eles merecem todos os cêntimos que lhes pagam. Disso não há dúvida. Mas aquela presença nas discotecas é puro espectáculo. O trabalho já vem feito de casa. Ou vocês achavam que eles estavam mesmo ali a mexer naqueles botões todos?

Oh!
Desculpem-me ter-vos despedaçado os corações...

Por favor! Não me venham com essa!
E ainda por cima virem-nos com aquela onda cheia de estilo e ter apenas metade dos headphones nas orelhas!? Treta! Mas pensam que enganam quem!? Então com aquela barulheira toda à volta e estão à espera de nos convencer que só tendo um ouvido lá conseguem ouvir alguma coisa!?
Nem pensar nisso!

E quanto aos botões: é tudo show-off. Aquilo não faz nada! Nadinha! Nicles. Zero. É só para mexerem alguma coisa em vez de estarem o tempo todo parados. Tudo playback, malta. É como os discos de vinil - - Então alguém lá acredita que aqueles efeitos se fazem a puxar os discos de vinil para trás e para a frente!? Isso é que era bom! Ficava logo tudo riscadinho. Era a mesma coisa que passar um scotch-brite por cima do disco! Ora vão lá para vossas casas experimentar e vejam o que vos acontece... Não vão? Pois claro que não vão. Não vão porque já nem há leitores de vinil e muito menos os álbuns hoje são editados em vinil. Eu até posso contar aqui uma vez em que não estava virado para o engate e me meti a ver o DJ, e posso-vos assegurar que pelo menos dois discos de vinil que por ali passaram por aquelas mãos eram, um, do Tony de Matos, e outro uma compilação de Natal com os melhores temas para crianças cantados pela Tonicha.

Esqueçam tudo aquilo, malta.
Só espectáculo.
Já vem tudo feitinho de casa.

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Antenas de automóvel

Então é assim, vou ser curto e grosso:

A única explicação possível, racional e lógica que encontro para esclarecer o contínuo roubo de antenas de rádio dos automóveis é esta: há por aí pelo país muito marido e muita esposa que adora dar ou levar uma boa vergastada!, tanto que é com alguma frequência que as ditas se gastam, partem ou amolecem, ao ponto de ser sempre preciso ir roubar mais uma!

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Velho, eu!?


Percebemos que estamos a ficar velhos quando temos dois miúdos a sair de um elevador em plena algazarra por causa de uma bola de futebol e, ao passarem por nós, um deles adverte com a singela e simpática frase:

-Desculpe lá, senhor...

(!)

Meus, posso-vos dizer uma coisa, de homem para homem?
-Eu tenho 26 anos!!!!! Por favor! Não me queiram já atirar para o divã de um qualquer psicanalista marado dos cornos que só me quer é chular 50 euros à hora!

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iniludível

[ graças ao Sedentário (ver links) hoje recordo uma palavra que não escutava nem lembrava há muito, muito tempo...]

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De 24 para 25...

A noite de 24 de Dezembro para 25 é a noite mais negra para a música. Acreditem nisto que vos digo. Eu não estou errado. E se pensarem por 10 segundos, também vocês perceberão imediatamente porquê.

É que ocorre nessa noite o fenómeno incomensuravelmente doloroso da oferta de milhares, senão mesmo milhões por esse mundo fora, de péssimos CD?s, contendo péssimas compilações, horríveis best of?s e ainda arrepiantes versões de músicas que até então estavam imaculadas, perfeitas e cintilantes nas suas versões originais.

E isto é assim desde há décadas!
Meu Deus...
Será que ninguém pode parar isto!?

Já tenho visto, inclusive, algumas pessoas abrirem uma janela e porem uma vela acesa no parapeito, junto com um CD. Mas não acredito que isso baste. Precisamos unir-nos. Precisamos despir-nos e irmos para as ruas, nus, e envergarmos cartazes ao estilo PETA que reivindiquem o bom respeito pela música e o não abuso no mês de Natal por temas que nos são por demais queridos.

É que depois de ver os Clash ultrajadamente reenquadrados numa versão pan-pipe e depois de ouvir um álbum inteiro do Bob Dylan em versão-kenny-g-romântico-doce-que-até-enjoa, sinceramente, acho que cheguei ao cúmulo da minha paciência.

Quem quer vir para a Baixa em pelota?

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comic-strip&tease #15

-Adoro ouvir as cotações dos mercados bolsistas.
-Porquê, percebes alguma coisa disso?
-Não. Mas por vezes é preferível uma realidade abstracta aos nossos olhos do que uma realidade visível nos nossos bolsos.

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