Despedimentos

Vamos olhando as parangonas dos jornais e vendo as notícias sobre desemprego e despedimentos e crise. São palavras que vão entrando no quotidiano. Aparecem e, ao contrário de outras, estão a custar desaparecer.

Hoje, por exemplo, duas pessoas de um círculo próximo viram essas mesmas palavras tocar-lhes bem de perto. E esta noite, as suas famílias irão sentí-las igualmente por elas. E nos próximos tempos de forma bem palpável.

Alguns de nós reagem de forma heróica e inspiradora, combatendo o negrume sem vacilar. Outros capitulam. E outros demabulam. O que se torna impossível é deixarmo-nos alhear disto.

A crise, seja ela de parangonas ou de manchetes, é feita também de gente. Essa que demite e é demitida, ora porque se tratava do último dia do 3.º contrato de trabalho, ora porque simplesmente cedeu aos recibos por demasiado tempo e agora num ápice tudo se clarificou da pior forma na pior altura.

Haja outra gente. Nós. Os amigos. A família. Que não o somos por contrato nem por recibos. Que o somos por convicção. Por paixão. Por dedicação. E por esses lados, felizmente, a crise pode ferir mas não nos pode jamais despedir.

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www.dn.pt - NOVO DN!

Foi hoje lançado o novo site do Diário de Notícias, em www.dn.pt.




Redesenhamento gráfico como se exigia (a piscadela às boas ideias do The Guardian estão por ali), novas secções e uma maior profundidade no tratamento de alguns temas no online e, claro, a vertente multimédia.

O que me deixa curioso e na expectativa para os próximos 2 a 3 anos é, contudo, algo mais: num país onde olhando para o ranking Netscope da Marktest há cada vez mais sites oferecendo actualidade e informação diária e não diária da forma mais completa, o que restará? Ou melhor: quem de facto vencerá? E a pergunta de 1 milhão de dólares: quais os factores diferenciadores que permitirão esse lugar no topo?




Se actualmente há uma divisão natural dos campeonatos, pela separação inviolável de formatos (canais TV competem entre canais Tv, jornais em papel competem com jornais papel, rádios competem entre rádios), no online nada disso se verifica. Aqui estamos todos juntos. Uau. Welcome to the 21st century!

Mas claro que os públicos no online têm comportamentos completamente diferentes também aqui. Se na rua lêem apenas um jornal em papel, no online, ao longo do dia, são capazes de visitar 3, 4 ou mesmo 5.

Contudo, mesmo de entre esses 3, 4 ou 5, não é menos verdade que uns são mais visitados que outros. E resta agora à coragem de cada um e de cada empresa abraçar a melhor estratégia para segurar e envolver as suas audiências da forma mais abrangente e fiel.

Daqui a uns largos meses algumas das perguntas acima estarão certamente todas já respondidas. Até lá, resta-nos a sapiência, o bom-senso e claro: a cultura do risco e do gosto pela aventura.

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Criatividade, Expressão e Blogs

Tendo dado de caras hoje com este post da Maria João no seu blog, reencontro uma das Ted Talks que o meu amigo Perusio me havia recomendado há pouco tempo, e nisto dou por mim a escrever este post que ficou pensado mas não escrito, da primeira vez:

Acho verdadeiramente espantoso o foco que Ken Robinson coloca na criatividade ("as important as literacy"). Mas lamento que neste mercado de trabalho por aí fora haja tanto assassinato à mesma.

Felizmente alguns de nós vão-se safando.

Ensinar criatividade não é fácil; mas o difícil de encontrar nem é tão só quem saiba ensiná-la, mas tão simplesmente estimulá-la, defendê-la - - é que a muita gente a criatividade não dá jeitinho nenhum. É sempre preferível ter toda a gente bem ensinada e bem mandada, porque a criatividade tem essa coisa chata de levar à reflexão, de muitas vezes levar-nos a questionar o que existe, diria mesmo quase sempre a questionar o que existe.

Talvez por isso a criatividade seja a primeira a ser abatida nas sociedades não livres. E mesmo nas restantes, há uns quantos inteligentes que opinam sobre quem a tem como aquela "coisa gira, os criativos que têm ideias giras"; mas nem por isso deixam de opinar que "é preferível deixá-los ficar numa sala fechada". Não é que sejam "tipos esquisitos" e nem é para "não serem contaminados pelos restantes e poderem continuar a ter ideias giras". Treta. O receio é precisamente o de que contagiem os demais.


Haja os blogs.

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www.i.pt - JORNAL i

Começam a conhecer-se detalhes do projecto da Sojormedia/LENA, dirigido por Martim Avillez, de onde já é oficial que a presença online terá inspiração no espanhol www.abc.es.



para ler mais »

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TELEMÓVEIS: BlackBerry VS. Apple



Anúncios que dizem tudo sem mostrar o produto são a melhor forma de marcar um 'statement'.
Deixam sempre no ar aquela dúvida e sempre levam ao subsequente "prova-o", mas é inegável que esta campanha da Blackberry a meter-se no caminho da Apple deixa água na boca.

1.
pelo conceito David/Golias - a amora é infinitamente mais pequena que a maçã

2.
a diferença de tamanhos e a animação dada à amora parece querer dar a entender que a Blackberry vai dizendo que a Apple se tornou uma empresa pesadona e parada

3.
por outro lado não deixa de ser contraproducente para a Blackberry estar a criar uma campanha seguidista, no sentido em que se faz valer de uma característica do produto a qual obteve em segundo lugar (touch screen) vindo agora dizer que é melhor que o produto da Apple (iPhone)

4.
a partir do momento em que a Blackberry se coloca em comparação/afronta directa, significa que se atirou para o poço sem fim de um percurso muito ao estilo Pepsi vs. Coca-Cola, de onde ainda hoje, confesse-se, ninguém sabe qual tem o melhor sabor (nem nunca se saberá...)


Acrescente-se aqui, de facto, a estratégia da Nokia, assumindo um posicionamento distinto e como líder mundial de vendas distanciando-se de comparações directas. Aliás, com a recente entrada de modelos como o N5800 e brevemente do novíssimo N97, ambos com touch-screen, veremos como as campanhas se diferenciarão entre modelos e marcas.

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