The Times - começou a era da versão paga. Alguém aposta até quando durará?

O pago e o não-pago na web discutem-se até antes mesmo da própria web. E os meses passados, com a oposição das News.Corp. à Google voltaram a acender o debate. Depois de um curto período em que os novos sítios do The Times e do The Sunday Times estiveram abertos, começou esta semana a versão paga que, a meu ver erradamente, impedem a indexação de todo o conteúdo pelos motores de busca. Ou seja, mesmo que eu pesquise o artigo não será devolvido nas pesquisas do Google, onde, se clicasse, abriria o artigo escondido por uma camada de cor impedindo a leitura mas convidando-me ao pagamento/subscrição.

Claro, depois há mais.
O subscritor paga para aceder aos jornais mas continua a ter publicidade na mesma, não se vê livre dela. E se adorou um artigo e o partilhou no blogue ou no Facebook para os amigos verem, lerem e viverem aquele tema como ele viveu, esqueçam, porque só os subscritores poderão fazê-lo.

Opiniões e negócios à parte, a maioria (pareceu-me), critica e vaticina a operação ao insucesso. Mas há outra pergunta: e se o The Times e o The Sunday Times com este modelo puderem manter-se activos e com público, mesmo que reduzindo a sua redacção e extensão de informação (mesmo que daí também tornando-se um outro jornal que não como até aqui conhecíamos)?

To be continued...
Veremos.

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POSTED BY Ricardo Tomé
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