YouTube - www.youtube.com - 3 anos de vídeos e mais vídeos


Soprando as velas de 3 anos neste mês de Fevereiro, terá o lema do YouTube - "Broadcast Yourself"- realmente pegado?

Sim. Dirão uns. Definitivamente. Dirá a maioria. E outros lembrarão que uma parte significativa do que pulula de vídeos colocados no Tube são de produção alheia - séries, videoclips, excertos de programas, genéricos, etc, etc. Mas para além do "Broadcast Yourself" e do Re-Broadcast O Que Viste, o YouTube conseguiu ainda , a meu ver, 3 grandes feitos: promover o final da inércia, capitalizar a criatividade e, ainda, cimentar uma nova estética.



O Fim da Inércia
Hoje temos, certamente, muito mais gente que acredita que pode gravar um vídeo seu e colocá-lo na web, seja no YouTube, no Sapo Vídeos ou noutro site qualquer. E mais: que acredita que isso pode marcar a diferença, pode chegar a outras pessoas e pode mudar a sua própria vida. A partilha vingou. E a esperança de muita gente também, conseguindo mostrar o seu talento, a sua parvoíce ou simplesmente mostrando-se, e angariando visitas e comentários, matando a solidão, reunindo novos conhecidos e, até, nalguns casos, saltando para a fama. É um tempo ainda de certo modo naïf, e que mais cedo ou mais tarde irá mudar, mas até lá...


Criatividade ou re-Criatividade
Por outro lado o canal de vídeos mais visitado de todo o mundo conseguiu ainda pôr a mexer imensa gente num sentido mais criativo, despertando para a facilidade com que, até primariamente, se pode fazer um videoclip. Deu-se o boom da Creative Commons. Nasceu a era do "Share, Remix, Reuse". E num ápice, de facto, assistimos a uma chusma de jovens pseudo-realizadores (e alguns mesmo bons) a utilizar os seus telemóveis, câmaras fotográficas e de vídeo, ou simplesmente remixando imagens e sons e colocando peças novas, únicas, para todos as vermos, votarmos, comentarmos e partilharmos.


Uma Nova Estética
Mas o boom do vídeo na web promoveu ainda um passo decisivo para a história do audiovisual, de onde o YouTube não se safa de ter um papel fulcral como principal porta de angariação de vídeos. Uma nova estética. Obrigando a limites no upload dos vídeos, e tendo ainda a grande maioria de nós, em casa, aparelhos de vídeo, webcams, computadores e ligações web que permitem apenas trabalhar os vídeos com uma qualidade abaixo da média (o tal chavão "qualidade web"), os utilizadores passaram a ver TV sob uma lógica permissiva no que toca à qualidade. O próprio termo "digital", tantas vezes conotado com "superior qualidade", sofreu um revés, estando também conotado com tamanhos de janela de vídeo pequenas, pixelização, som assíncrono, etc, etc. E o curioso: quase ninguém se importou com isso.


E tudo isto em apenas 3 anos.

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Reportagem da RTP, ao bom estilo YouTube, sobre o seu 3.º aniversário:
"Youtube completa este mês três anos" ->

Endereço geral do 'tube:
www.youtube.com ->

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